Rotação de Cultura

Você Sabe o que é Rotação de Cultura?

Embora muitas pessoas não levam essa técnica em consideração, ela já utilizada a muitos anos por agricultores de várias regiões do Brasil. Consiste em fazer plantios de diferentes espécies, num processo de cultivo a disposição dos produtores rurais para modernizar e aumentar a lucratividade da atividade agrícola. 

Essa técnica agrícola tem por objetivo alternar em uma determinada gleba diferentes plantas, com isso, o aumento da produtividade em campo é observado quando a suscetibilidade de doenças em geral e de solo diminui. Mas é importante que o plantio de determinada cultura seja feito no intervalo de pelo menos 2 anos.

A rotação de cultura é praticada por grandes agricultores que recebem orientação técnica para melhorar a área de cultivo, no entanto, não são todos que praticam esse método, devido alguns fatores que impedem sua implantação, sendo as diferenças de uma monocultura uma delas.

A camada arável precisa receber anualmente uma porcentagem de matéria orgânica ( 10%), com isso o desgaste do solo não sofrerá impacto como improdutividade. Os nutrientes são melhor propiciados às plantas e o controle de plantas daninhas é melhor resolvido com uso de diferentes práticas de controle.

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Na horticultura ou na olericultura essa prática também é utilizada, como já havíamos descrito, as plantas são cultivadas numa gleba obedecendo critérios técnicos como clima, tipo de solo, espécie de planta e, principalmente tempo de intervalo entre as culturas. Portanto não deve ser feito a esmo, pois isso não garante maior produtividade, é preciso anteriormente fazer um estudo sobre a cultivar em sua região e conciliá-la com outra planta que tenham necessidades nutritivas diferentes.

O espectro de nutrientes absorvidos pela planta é específico não somente à espécie mais também à variedade. Há plantas que exigem e absorvem grandes quantidades de potássio, como algodão, feijão, fumo, milho, sorgo, batatinha, alfafa e mandioca. Uma rotação de cultura que inclui duas destas culturas é prejudicada porque acarreta um esgotamento unilateral de potássio.

Assim, por exemplo, uma vez que a potência radicular do sorgo é muito maior, conseguindo mobilizar o potássio onde o algodão não o consegue mais. Outro exemplo: tanto no linho como na alfafa e mandioca são exigentes em boro, um micronutriente.

Numa rotação linho-alfafa iriam prejudicar-se mutuamente. Exige-se que as culturas de rodízio tenham exigências nutricionais diferentes, como, por exemplo, milho e soja.

Porém, é importante que o pH às culturas seja idêntico. Um rodízio onde uma cultura exige calagens elevadas e outra tolera solos ácidos, como no caso de soja-trigo, tem de prejudicar a cultura acidófila, neste caso o trigo. Por outro lado espera-se uma exploração adequada dos adubos.

A cultura má aproveitadora de adubos deve ir na frente recebendo a adubação maior, como, por exemplo, trigo, algodão, fumo e feijão. As culturas com maior potencial radicular aproveitam os restos da primeira, como milho, sorgo, batatadoce, soja, amendoim, etc.

Estas culturas deixam o solo pobre e em estado físico regular a mau e exigem, portanto, alguma cultura que recupere o solo, mobilizando nutrientes fixados e melhorando a bioestrutura, como, por exemplo, leguminosas forrageiras, que em parte mobilizam o fósforo e fixam nitrogênio. Cereais empobrecem o solo, gramíneas forrageiras o enriquecem.

Os produtores de hortaliças estão acostumados a lidar com a produção continuada de grande número de culturas, alocadas simultaneamente em áreas adjacentes. Contudo, essa forma de diversificação nem sempre segue um planejamento que otimize as vantagens desta forma de cultivo.

Por outro lado, a produção dessas culturas é bastante complexa se comparada à produção de espécies florestais perenes ou culturas anuais pois compreendem um número grande de famílias botânicas, as culturas apresentam produtividades altíssimas e variáveis, os ciclos (períodos de cultivo) das culturas são curtos, embora com grande variabilidade, e apresentam limitações específicas quanto à época de cultivo.

Portanto, no planejamento do plantio orgânico de hortaliças é necessário considerar, além dos critérios importantes para a diversificação ambiental listados anteriormente, os diferentes ciclos produtivos e exigências climáticas das culturas.

Os produtores de hortaliças estão acostumados a lidar com a produção continuada de grande número de culturas, alocadas simultaneamente em áreas adjacentes. Contudo, essa forma de diversificação nem sempre segue um planejamento que otimize as vantagens desta forma de cultivo.

Por outro lado, a produção dessas culturas é bastante complexa se comparada à produção de espécies florestais perenes ou culturas anuais pois compreendem um número grande de famílias botânicas, as culturas apresentam produtividades altíssimas e variáveis, os ciclos (períodos de cultivo) das culturas são curtos, embora com grande variabilidade, e apresentam limitações específicas quanto à época de cultivo.

Portanto, no planejamento do plantio orgânico de hortaliças é necessário considerar, além dos critérios importantes para a diversificação ambiental listados anteriormente, os diferentes ciclos produtivos e exigências climáticas das culturas.

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Programação de rotações de culturas

A rotação de culturas é um sistema de plantio seqüencial de espécies vegetais sobre a mesma área, de modo que esta seqüência se repita a partir de um determinado período de tempo. Em particular, dadas as culturas 1 e 2, a rotação 1–2, indica que após o cultivo da cultura 1, segue o da cultura 2; depois da 2, segue o da cultura 1; e assim sucessivamente.

O tamanho de uma rotação é o intervalo de tempo necessário para que tenha início a repetição da seqüência de culturas. No modelo matemático apresentado na Seção 3, as rotações têm o mesmo tamanho em todos os lotes. Esta condição é imposta para tratar das restrições de plantio em áreas vizinhas.

A programação de uma rotação é um calendário de plantio que exibe o período do plantio à colheita das culturas selecionadas para cada rotação. Por exemplo, sejam as culturas 1-5, com ciclos de plantio respectivamente 4, 2, 2, 2, 3 e 1. A Figura 1.1 ilustra uma programação de 6 períodos em duas áreas (isto é, cada rotação é de tamanho 6), com as 5 culturas: a rotação 5–3–4 na área 1, e a rotação 2–1 na área 2. Em particular, a cultura 1 é cultivada na área 2 nos períodos 5, 6, 1 e 2.

exemplo de rotação de culturas

 

 

 

Hortaliças Para Rotação de Culturas

Aqui estão 28 culturas selecionadas para os experimentos, famílias às quais pertencem, épocas de plantio e ciclos de plantio. No ciclo de cada cultura está incluso o intervalo de tempo estimado para plantio e colheita.

Tabela de hortaliças para rotação de culturas